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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

"O Meu Evangelho"

"Lembra-te de Jesus Cristo, ressuscitado de entre os mortos, descendente de Davi, segundo o MEU evangelho" II Timóteo 2:8
Essas são palavras do apóstolo Paulo ao jovem pastor Timóteo. Nesse verso, ele o encoraja a lutar pela fé cristã, recebendo a motivação através da memória do sacrifício de Cristo e das promessas feitas sobre Ele. Entretanto, o que me chamou mais atenção nesse texto foi a forma como Paulo tratou o evangelho. Ele disse o MEU evangelho! Confesso que fiquei um pouco confuso, pois em outras cartas, vemos Paulo anunciando a procedência divina de todas as coisas. Paulo diz que a igreja é de Deus (I Co 1:2), e não dele, mesmo sabendo que ele próprio havia fundado a igreja em Corinto. Também nos diz que o seu apostolado é fruto da obra de Deus (Ef 1:1), e não de suas próprias forças. Ele, inclusive, fala em outra passagem, que o evangelho anunciado por ele não vem de homem algum [nem mesmo dele], mas de Jesus Cristo (Gl 1:11, 12)!

Assim que li esse verso, corri para o Dicionário do Novo Testamento e para outras versões da Bíblia para ver se existia alguma outra tradução. E para minha decepção (brincadeira), não tinha. Era realmente isso. A palavra μου é um pronome que só pode ser traduzido como "meu", "minha", "de mim". "O meu (μου) evangelho", foi isso que Paulo disse.

Acho que uma interpretação bastante óbvia seria a associação que Paulo fez entre o conteúdo de sua mensagem com a própria pregação em si. Seria o equivalente a associar uma marca ao produto. Exemplos sobre isso não me faltam a cabeça! Falar "Bombril", ao invés de esponja de aço; "Nescau", ao invés de achocolatado; "evangelho", ao invés de mensagem. Os ensinos de Paulo eram tão recheados com o evangelho que ele resolveu dizer "o meu evangelho" ao invés de "o meu ensino". Outro fator que contribuiu para o apóstolo fazer esse tipo de associação seria o destinatário desta carta. Timóteo sempre esteve perto de Paulo, desde a segunda viagem missionária (At 16:1). Na verdade, ele foi fruto do ministério pessoal do apóstolo Paulo (I Tm 1:2) e, provavelmente, tudo o que Timóteo sabia sobre o evangelho veio da boca dele. Não seria estranho, então, Paulo se referir ao ensino dado a Timóteo como propriamente seu, afinal de contas foi Paulo que o ensinou todas as coisas. Estamos falando de uma carta pessoal, onde o interesse de Paulo era, tanto exortá-lo, como [nesse caso] lembrá-lo daquilo que lhe havia sido ensinado.

Mas gostaria de ir um pouco mais afundo nesse texto. Paulo nos mostrou, com suas palavras, uma atitude que todo cristão deveria ter para com o evangelho. Primeiramente, Paulo não usou a expressão com uma conotação de posse exclusiva, como se o evangelho pertencesse a ele. Segundo, ele não está dizendo que o evangelho tem origem nos seus ensinos, como se partisse dele.Vemos vários texto fazendo referência ao verdadeiro dono e autor do evangelho: Jesus Cristo (Rm 1:1,9; I Co 9:12; Fp 1:27). Acredito que o tratamento de Paulo para com o evangelho evidenciava uma profunda identificação com sua mensagem! É semelhante a um torcedor de um time de futebol. A identificação é tão grande que nem é preciso ser fanático para dizer "meu time". Paulo tinha uma enorme identificação com a mensagem do evangelho e isso criou nele um desejo de lutar com todas as forças para que sua mensagem não fosse deturpada, ou para que a sua abrangência não fosse reduzida. Nem mesmo o sofrimento era capaz de frear o apóstolo Paulo. Nem mesmo cadeias (II Tm 1:9)! Na época em que escreveu essa carta, já existiam muitos falsos cristão que perturbavam a igreja e queriam destruir a imagem do evangelho. Paulo, então, mostra um cuidado e carinho para com o evangelho ao mencioná-lo como algo íntimo e pessoal.

Fico muito triste ao ver pessoas sujando e pervertendo o evangelho, tão amorosamente batalhado e defendido pelos santos durante o primeiro século do cristianismo. É triste ver na televisão o que denominações evangélicas têm feito em nome do evangelho. Ver o que a sociedade ímpia tem feito contra as escrituras. Não quero deixar o MEU evangelho nas mãos dos que o usam como pretexto para ganhar dinheiro! Não deixe o SEU evangelho ser completamente ridicularizado por aqueles que permanecem descrentes à voz de Deus. Que possamos ter a atitude do apóstolo Paulo, pois esse é o NOSSO evangelho!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

A Nova Aliança

"Então, tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o SENHOR fez convosco a respeito de todas estas palavras." Êxodo 24:8
Nesse ritual, Deus ratifica a sua aliança com o povo de Israel através da instituição da Lei. Moisés é a figura humana usada por Deus para representar essa aliança. Ele é o mediador entre Deus e os israelitas. O sangue do cordeiro aspergido sobre o povo é o símbolo dessa aliança, o acesso que o povo tem a Deus através do sacrifício.
"Porque isso é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muito para a remissão de pecados." Mateus 26:28
A morte de Cristo marca uma nova aliança de Deus com os homens. Jesus é agora a figura humana [e divina] usada por Deus para representar essa aliança. Ele é o mediador entre Deus e todos os homens. O seu sangue derramado na cruz é o símbolo dessa nova aliança, o sacrifício perfeito do cordeiro sem mácula.

Percebe a semelhança? Tanto a velha quanto a nova aliança foram marcadas com o sangue, o sangue do cordeiro! Tudo o que houve com Moisés [e com muitos outros heróis da fé] tinha o único propósito de apontar para a vinda do Messias, o Salvador e Rei de todos os homens. Entretanto, vemos em Cristo um ministério bem mais excelente: o papel da Lei sendo substituído pela maravilhosa GRAÇA!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

"Senhor, por que a Lei?"

É muito fácil criticar algo, especialmente quando não se sabe o seu real sentido. É muito fácil convencer pessoas que têm pouco conhecimento sobre o assunto, com argumentos capciosos. É exatamente isso que acontece quando alguém tenta destruir a imagem de Deus. E muitos deles utilizam até a própria Bíblia [com interpretações erradas] para arriscarem  uma tentativa. Recentemente, vi um post de um grupo ateu no Facebook onde eles faziam insinuações contra a existência de Deus, baseando seus argumentos nas Leis que o próprio Deus instituiu no Velho Testamento para a nação de Israel. Não lembro muito bem, mas eram Leis acerca do tratamento dos israelitas para com escravos, mulheres em situações de adultério, entre outros. As punições para isso eram muito severas, inclusive com a morte. Dessa forma, eles questionavam: "Como um Deus pode instituir algo tão cruel? Como esse Deus pode existir?". Vou tentar argumentar sobre o motivo das Leis e mostrar a natureza grandiosa desse Deus, que parece ser tão difícil de aceitar!

Primeiramente, devemos entender quem é Deus. Ele é o criador de todas as coisas, e inclusive, do homem. Ele é o Todo Poderoso, o Rei dos reis e não há ninguém e nada maior do que Deus.  Entretanto, muitas pessoas, baseadas em seus pensamentos terrenos e finitos, começam a pensar no homem como algo importante, valiosos e necessário para Deus. "Como Deus pode fazer isso comigo? Eu sou humano, Ele tem que me respeitar"! O homem é uma criatura de Deus. Imagine Deus como sendo um oleiro (construtor de vasos) e você, o vaso. "Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim?" (Rm 9:20). Será que podemos questionar algo sobre Deus? Temos esse direito, como homens que somos? Claro que não.
Deus instituiu Leis a Israel porque ele tinha um compromisso com a Sua própria glória! Ele queria que o povo louvasse e temesse o seu nome, pois Ele é o SENHOR! Com isso, a Lei serviu como uma forma de provar a devoção do homem a Deus. Podemos ver isso no episódio em que o Senhor proveu o alimento para o Seu povo.
"Então, disse o SENHOR a Moisés: Eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu ponha à prova se anda na minha lei ou não." Êxodo 16:4
Deus estabeleceu a forma como eles deveriam colher esse maná que descia do céu e eles deveriam obedecer. Dessa forma, ficaria claro quais pessoas realmente obedeceriam a voz de Deus. Ele seria glorificado no cumprimento da Lei, pois todos mostrariam o temor e a devoção ao Senhor nesse ato.

O segundo motivo pelo qual Deus instituiu Leis foi para separar uma nação, uma nação santa. Todas aquelas Leis, apesar de possui aplicações práticas para nós hoje, foram instituídas apenas para a nação de Israel. Deus tinha planos para Israel e era através dessa nação que viria o Salvador de todos, Jesus Cristo.
"Agora, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança (...) vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa." Êxodo 19:5,6
O observância da aliança divina tinha um propósito santo! Eles deveriam cumprir a Lei, tirando o pecado de entre o povo. O que desagradava a Deus deveria ser eliminado, mesmo que através da morte! Lembre-se, Deus tem um compromisso maior com a sua glória do que com o homem! Dessa forma, Israel seria visto entre as nações como uma nação santa, e Deus seria glorificado!

O terceiro motivo da Lei, nós podemos ver no Novo Testamento. Ela serviu para conduzir o povo àquele que iria salvar o mundo, Jesus Cristo.
"De maneira que a lei nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé." Gálatas 3:24
 Cristo é o ponto final da Lei e é o tema central de toda ela!

A grande questão de tudo está na pessoa de Cristo! Veja bem, o homem não é importante para Deus, não há nada que o homem possa fazer que atraia a atenção de Deus! Deus não seria injusto em eliminar todos os homens da Terra e ele não foi injusto ao criar leis que determinassem a morte de alguns! Entretanto, mesmo sem merecermos nada, Deus no amou e provou isso enviando o seu único filho para nos salvar de nossos pecados (Rm 5:8). Ele nos ama, apesar de muito não crerem nisso!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A Verdadeira Paz

"Deixo-vos a minha paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração nem se atemorize." João 14:27
Gosto muito desse versículo. Ele sempre esteve em minha memória, pelo fato de compôr a letra de uma canção cristã bem conhecida durante a minha infância. E por esse motivo, esse verso sempre me chamou a atenção. Porém, lendo-o hoje, algo me chamou a atenção, muito mais do que o simples fato de fazer parte de uma música. Estou falando da referência que Cristo faz a paz que o mundo oferece. "Não dou a minha paz como o mundo a dá", Jesus disse. Imediatamente, pensei: "Que paz é essa? Como o mundo em que vivemos pode oferecer algo diferente da violência e da maldade humana?" Exatamente! O mundo não está em paz e foi isso mesmo, creio eu, que Jesus quis dizer. Vejamos alguns textos bíblicos que comprovam esse argumento.

1) O mundo não está em paz.
O mundo não está em paz. Muitas pessoas acreditam que a paz é simplesmente a ausência de guerra - um estado de calma e tranquilidade. [E é exatamente isso!] Entretanto, se cremos que esse é verdadeiramente o conceito mais adequado para PAZ, concluímos que o mundo está bem, na medida do possível. [Correto, mais uma vez!] Mas qual a visão de Deus sobre toda a humanidade? Como está o relacionamento do homem com o seu Criador? Veja bem, podemos até ser enganados, levando-nos a crer que toda a humanidade se encontra em perfeita paz, entretanto estaríamos negando uma verdade bíblica:
"A IRA de Deus se revela do céu contra toda a impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça." Romanos 1:18
 O nosso Deus não está feliz com a humanidade. O homem tem trocado a glória que deveria ser concedida completamente ao SENHOR para satisfazer os seus próprios desejos! Deus não pode suportar esse tipo de comportamento. Imagine que você tem um filho, onde desde o seu nascimento - e até mesmo antes - você tem se esforçado e se preparado muito para educá-lo, ensinando e preparando o caminho em que ele deveria andar. Mas o seu filho torna-se rebelde com o passar do tempo, desonrando completamente o seu nome e experimentando todas as coisas contrárias àquilo que você havia ensinado. Você ficaria conformado com esta situação? Não! Da mesma forma o SENHOR não está satisfeito com a condição do homem. Ele está irado, pois o criou a sua imagem e semelhança e o ensinou o caminho que deveria seguir, porém ele decidiu seguir o seu próprio caminho. Sendo assim, o homem está em guerra com Deus, lutando contra os desejos santos do Pai para a sua própria vida. Não há paz!

2) A justificação nos traz a paz.
A guerra se transforma em paz. A partir do momento em que aceitamos o perdão dos nossos pecados oferecido por Cristo, somos declarados justo, justificados. Nossa vida entra em harmonia com Deus, não andamos mas em divergência em relação à Sua vontade. Nos tornamos "servos da justiça" (Rm 6:18), pois preferimos obedecer aos Seus mandamentos. Isso nos leva a uma grande verdade:
"Justificados, pois, mediante a fé, temos PAZ com Deus por meio do nosso Senhor Jesus Cristo." Romanos 5:1
Toda aquela incompatibilidade agora já não existe mais. Agora, nós andamos em conformidade com Deus, não estamos mais sob a Sua ira. É interessante ver quão poderoso foi - e continua sendo - o sacrifício de Cristo naquela cruz, ao ponto de fazer tão grande obra na vida do pecador!

O mundo sem Cristo é um mundo em guerra, guerra contra o Deus todo poderoso. A nossa responsabilidade é mostrar o caminho que deve ser trilhado para que esse "acordo de paz" seja assinado!

sábado, 10 de novembro de 2012

Cinto Bom ou Cinto Podre?

" Porque como o cinto se apega aos lombos do homem, assim eu fiz apegar-se a mim toda a casa de Israel e toda a casa de Judá, diz o Senhor, para me serem por povo, e nome, e louvor, e glória; mas não me deram ouvidos." Jr 13:11
O texto que antecede um pouco esse versículo relata uma situação onde Deus faz um pedido um tanto que inusitado ao profeta Jeremias. Ele o pediu que comprasse um cinto de linho e o colocasse sobre os seus lombos. E assim ele o fez. Pela segunda vez Deus falou a Jeremias, só que desta vez Ele o pediu que fosse até às margens do rio Eufrates e escondesse o cinto na fenda de uma rocha; e assim ele o fez. Passados alguns dias, novamente o SENHOR falou a Jeremias dizendo-o que fosse ao Eufrates e tomasse para si o cinto que ele havia escondido. Acho que dessa vez Jeremias pensou: "Só pode tá de brincadeira!". Mas ainda assim ele o fez. Quando chegou ao lugar onde tinha escondido, ele viu que o cinto tinha apodrecido. Então, mais uma vez, o SENHOR falou ao profeta Jeremias, dizendo:
"Desse modo também farei apodrecer a soberba de Judá e a muita soberba de Jerusalém." Jr 13:9
Posso imaginar a tristeza do profeta Jeremias - que inclusive intercede pelo povo no cap. 14 - ao escutar essa declaração do seu Deus. O cinto que o SENHOR havia pedido não era para que Jeremias ficasse mais bonito ao usá-lo, e sim para mostrar a realidade espiritual do povo escolhido, o povo de Judá. Deus tinha todo direito de está zangado, pois este povo maligno caminhava segundo a dureza de seu coração, adorando e servindo a outros deuses (v. 10). O povo preferiu não escutar a voz do SENHOR; ao invés disso eles escolheram ouvir os seus próprios conselhos, criar os seus próprios caminhos, seguir o seus próprios passos. Assim como o cinto apodrecido, para nada prestavam.

Será que isso foi restrito ao povo de Israel? Será que hoje Deus tem se alegrado com a situação da humanidade, que insistem em não fazer a Sua vontade? Podemos fazer algumas aplicações desse texto à nossa vida:

1. Deus quer nos ensinar algo ESPIRITUAL através de situações INUSITADAS.

Deus ainda fala aos nossos corações hoje. São muitas as situações onde Ele quer nos mostrar a Sua vontade, cabe a nós está atento. No caso de Jeremias, Deus quis ensiná-lo algo extremamente importante através de uma ocasião bastante simples. Muitas vezes o SENHOR usa "as coisas loucas do mundo", seja para nos dá um puxão de orelha, seja "para envergonhar os sábios" (I Co 1:27) ou para nos ensinar algo espiritual. É lógico que hoje as coisas são um pouco diferentes, não é mais necessário a revelação direta de Deus aos homens pois nós temos o que é perfeito (I Co 13:10), a Bíblia. Devemos está sensíveis a Palavra de Deus para entendermos o que Ele quer nos ensinar, pois isso pode acontecer em ocasiões onde menos esperamos.

2. Deus quer mostrar a Sua VONTADE em nossas vidas.

O SENHOR ficou muito irado com o pecado de seu povo e por causa de tudo isso Ele DEVERIA destruir a cidade de Jerusalém, para mostrar ao povo o resultado de seus maus caminhos. "Farei de Jerusalém montões de ruínas, morada de chacais; e das cidades de Judá farei uma assolação, de sorte que fiquem desabitadas." (Jr 9:11). A condenação ao povo de Judá seria justa, pois eles fizeram o que era mal aos olhos do SENHOR e não ouviram a Sua voz. Entretanto, o mais interessante desse texto é que Deus NÃO QUERIA destruí-los. Ele deveria, mas não queria. A sua vontade, desde o início, era que o Seu povo se apegasse a Ele e louvassem o Seu nome (v. 11). E o SENHOR expôs essa vontade a Jeremias. Dá mesma forma, Deus quer nos mostrar a Sua vontade, mas muitas vezes nós não queremos ouvir a Sua voz ou não queremos aplicar a Sua Palavra em nossas vida.

3. Que tipo de CINTO você está sendo?

É muito duro receber uma comparação negativa, principalmente quando é o próprio Deus que a faz. Ser comparado com um cinto apodrecido não é uma coisa muito boa. Um cinto podre perde completamente a sua função, além de tornar desagradável a aparência de quem o veste. Judá se tornou esse cinto, e você, que tipo de cinto está sendo? Você está sujando a imagem do nosso Deus, tornando-se um crente sem função, ou está refletindo a "boa aparência" do cristianismo às outras pessoas?

sábado, 29 de setembro de 2012

"Eis que Estou Convosco"

"E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século." Mateus 28:20b
Que promessa magnífica. Que dito confortante. Foi exatamente isso que Jesus disse ao aperecer a seus discípulos logo após a sua ressurreição. Durante todo o seu ministério aqui na terra, Cristo proferiu situações e episódios que haveriam de acontecer consigo mesmo, incluindo a Sua ressurreição. Mas, ao que parece, seus discípulos não davam tanta atenção para estas profecias, a ponto de sempre ficarem surpresos com o cumprimento destas. Antes mesmo de ser crucificado, Cristo já havia se referido ao fato de que não deixaria suas ovelhas a sós:
"Isto vos tenho dito, estando ainda convosco; mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito." Jo 14:25,26
O melhor de tudo isso é que não só os discípulos experimentaram essa promessa, mas também todos nós, e iremos desfrutar desse privilégio "até a consumação do século". Temos um companheiro para todas as horas, Jesus Cristo, que se relaciona conosco na pessoa do Espírito Santo. Ele estará sempre disposto a nos ajudar, principalmente naquelas situações mais difíceis, onde as nossas forças insistem em falhar. Creia nessa promessa maravilhosa e entenda que Cristo estará sempre do seu lado. 
"Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo." I Jo 2:1
Muitas vezes, o pecado insiste em perseguir os nossos passos, nos desanimando em nossa caminhada espiritual. Mas Cristo está sempre conosco, disposto a interceder por nossa causa e a nos levantar. Lembre-se: Ele já carregou o seu pecado na cruz, não é mais necessário que você o carregue!

É maravilhoso saber que, além de nos concerder gratuitamente a salvação, Ele SEMPRE estará conosco!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

"Tudo é Vaidade"

"(...) vaidade de vaidades, tudo é vaidade." Eclesiastes 1:2b
No mundo em que vivemos hoje existe uma busca desenfreada por sucesso, seja ele profissional, social, amoroso ou, até mesmo, religioso. O homem não mede esforço para conseguir o que sonha, ou o que tem planejado a sua vida inteira, e considera o resultado de seu árduo trabalho um prêmio inestimável. Seus desejos são insaciáveis e suas vontades parecem nunca alcançar um patamar estável. Muitos acreditam que esse estilo de vida é resultado de um grande processo de globalização capitalista e que suas origens são bastante atuais. Mas será mesmo que essa vaidade humana começou apenas há poucos anos atrás?

Vemos nos dois primeiros capítulos do livro de Eclesiastes (escrito a aproximadamente 935 a.C.) uma tese muito interessante que comprova o existência de um desejo de superioridade do homem. O sábio Rei Salomão esforçou-se para compreender a atitude humana e chegou a seguinte conclusão:
"Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento." Ec 1:14
Independente da motivação que levava o homem a realizar tal coisa, o resultado do seu trabalho era a pura vaidade. "Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?" (Ec 1:3). O trabalho do homem não lhe garante nenhum benefício real, a não ser a satisfação de suas vaidades. Até mesmo os atos mais nobres, como conhecer a sabedoria - onde o próprio Salomão o fez -, estavam incluídos nessa teoria:
"Apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a saber o que é loucura e o que é estultícia; e vim a saber que também isso é correr atrás do vento." Ec 1:17
Quão miseráveis somos! Será que não há nenhuma motivação ou nenhum trabalho que o homem se contente em fazê-lo, que não seja pela pura vaidade? Claro que sim! "Porque Deus dá sabedoria, conhecimento e prazer ao homem que Lhe agrada (...)" Ec 2.26. O homem por si só não teria prazer em seu trabalho, mas considerando as motivações divinas, Deus o abençoa em suas responsabilidades. 
"Nada há melhor para o homem do que comer, beber e fazer que a sua alma goze o bem do seu trabalho. No entanto, vi também que isso vem da mão de Deus, pois separado Deste, quem pode comer ou quem pode alegrar-se?" Ec 2:24,25
A nossa dependência para com Deus é muito clara. Qualquer outra motivação se evidencia puramente em satisfazer desejos humanos. Que possamos buscar no SENHOR o conforto para as nossas vidas, e realizar com zelo os nossos compromissos, cientes que dependemos completamente Dele!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Guardar a Palavra de Deus. É necessário!

"Filho meu, guarda as minhas palavras e conservas dentro de ti os meus mandamentos." Provérbios 7:1

Este é um conselho que vemos repetidas vezes durante grande parte do livro de Provérbios, e se fôssemos citar todos os versos que falam sobre isso, gastaríamos um bom tempo. O rei Salomão escreveu estes textos, possivelmente, para o seu filho, ensinando-o o caminho em que deveria andar. Creio completamente que os autores bíblicos foram usados por Deus para escrever seus textos (ou cartas) e que, assim como Salomão queria ensinar a seu filho, Deus quer nos ensinar hoje através da sua Palavra. Ele nos diz: "guarda as minhas palavras e conservas dentro de ti os meus mandamentos". Mas por que devemos guardar a Sua Palavra, ou os Seus mandamentos? Fazendo essa pergunta, me vem a memória algumas respostas:

1) Porque ela (a Sua Palavra) é útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a educação na justiça. (II Tm 3:16,17)
A Bíblia é repleta de ensinamentos onde podemos ser corrigidos através do agir do Espírito Santo em nossas vidas. Através do estudo das Escrituras o homem é " perfeitamente habilitado para toda boa obra" (v. 17).

2) Porque ela nos afasta do Pecado. (Sl 119:11)
Aquele que é verdadeiramente salvo não deseja desagradar a Deus, e isso implica uma vida separada do pecado. O salmista nos ensina nesse verso que, guardando os ensinamentos divinos em nosso coração, não iremos pecar contra Deus. Que ensinamento maravilhoso!

3) Porque ela tem as Palavras da vida eterna. (Jo 6:68)
Acredito que esse é o motivo principal para o homem guardar os ensinamentos divinos em sua vida: para a sua própria salvação. O plano salvífico de Deus está diretamente explícito na Bíblia. Ela é capaz de mostrar a condição do homem e a sua necessidade de salvação. Jesus disse que "quem crer na minha Palavra e crer naquele que me enviou tem a vida eterna" (Jo 5:24).

Não encare o conselho de Deus, mostrado no início dessa reflexão, como uma forma de você viver bem consigo mesmo aqui na Terra, mas entenda como a única forma de viver de um modo que O agrade!

sábado, 4 de agosto de 2012

A Loucura da Cruz

"Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus." 1Co 1:18

Algum tempo atrás li esse texto e refleti um pouco sobre a grande verdade que ele trata. A Bíblia foi escrita a mais de 2000 anos e ainda assim trata de assuntos atuais (interessante, não é?). O apóstolo Paulo, que escreveu esse verso, se deparou com pessoas que não acreditavam no sacrifício de Jesus Cristo na cruz para salvar o pecado da humanidade. Para eles isso era loucura. Meus amigos, muitas pessoas hoje em dia não querem admitir que Cristo veio ao mundo para nos salvar e, não apenas isso, não querem acreditar no nosso Deus, o Rei dos reis, que criou todo o universo. Isto é fato, e é triste. Não quero julgar ninguém, muito pelo contrário, quero apenas expor a vocês a CERTEZA que eu tenho sobre a mensagem do evangelho.
Veja o que Cristo fala sobre isso:

"Portanto, todo aquele me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante do meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai..." Mateus 10:37

A mensagem da Bíblia às vezes é dura e, por isso nós não queremos acreditar. Mas ela nos conforta, quando diz que a mensagem da cruz é poder de Deus para a nossa salvação!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A Dependência no Senhor

"Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela." Salmos 127:1

Esse texto nos mostra o quão fraco e, ao mesmo tempo, o quão dependente do Senhor nós somos. Não conseguimos nem construir uma simples casa, senão pela graça de Deus. É claro que essa dependência tem um sentido completamente positivo, pois externa o nosso pensamento sobre a soberania do nosso Deus e também a confiança que devemos ter no Seu nome. A confiança em Deus deve ser absoluta, a ponto de entregarmos todos os nossos caminhos a Ele, como diz em Sl 37:5.
Outro aspecto relacionado a dependência de Cristo em nossas vidas é no resutado do nosso serviço a Deus. Veja o que Cristo diz, em seu evangelho segundo João:

"(...) Como não pode o ramo produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o podeis dar, se não permanercedes em mim. Eu sou a videira e vós os ramos. (...)" João 15:4,5

Não podemos obter êxito em nosso serviço a Deus se não estivermos "ligados" a Fonte da Vida, que é Jesus Cristo. Muitas vezes vemos pessoas engajadas em serviços na Igreja local e acreditamos que sua ajuda é extremamente importante para a manutenção da obra do Senhor. Mas uma coisa é certa: sem um relacionamento diário e uma dependência total em Cristo, nossas obras não produzirão "frutos". Eles podem até ter o desejo de  limpar o templo e ajudar no louvor todos os domingo, mas se o Senhor não estiver no centro de suas vidas, em vão é a sua obra.
A dependência no Senhor é uma questão de SERVIÇO!